quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A escravidão romana

Como os romanos obtinham escravos :


“Os romanos apossavam-se de escravos através de
procedimentos extremamente legítimos: ou compravam do
Estado aqueles que fossem vendidos ‘debaixo da lança’ como
parte do botim; ou um general podia permitir àqueles que
fizessem prisioneiros de guerra conservá-los, juntamente com o
resto do produto do saque; ou obtinham a posse de escravos
comprando-os de outros que fossem seus senhores em virtude
de um dos métodos anteriores.”

Queixa dos Plebeus acerca da escravidão por dívidas :

“Mas se os plebeus tivessem a coragem de lembrar-se
da liberdade de que gozaram seus pais, não tolerariam a
escravização de qualquer cidadão romano pelo fato de dever
dinheiro, e não aceitariam qualquer recrutamento militar até
que a questão das dívidas tivesse sido examinada e um
esquema para diminuir o problema tivesse sido aplicado, e até
que cada um soubesse o que é sua própria propriedade e o que
pertence a outrem, e se seu corpo ainda está livre ou também
ele vai ser acorrentado”



A queda do Império Romano

foi causada por uma série de fatores que o fragilizaram, facilitaram as invasões bárbaras e causaram a derrubada final do Estado. Em geral, a expressão "queda do Império Romano" refere-se ao fim do Império Romano do Ocidente, ocorrido em 476 d.C., com a tomada de Roma pelos hérulos, uma vez que a parte oriental do Império, que posteriormente os historiadores denominariam Império Bizantino, continuou a existir por quase mil anos, até 1453, quando ocorreu a Queda de Constantinopla.

A mitologia

é o estudo dos mitos (lendas e/ou histórias) de uma cultura em particular creditadas como verdadeiras e que constituem um sistema religioso ou de crenças específicos.

Os mitos são, geralmente, histórias baseadas em tradições e lendas feitas para explicar o universo, a criação do mundo, fenômenos naturais e qualquer outra coisa a que explicações simples não são atribuíveis. Mas nem todos os mitos têm esse propósito explicativo. Em comum, a maioria dos mitos envolvem uma força sobrenatural ou uma divindade, mas alguns são apenas lendas passadas oralmente de geração em geração.

Figuras mitológicas são proeminentes na maioria das religiões e a maior parte das mitologias estão atadas a pelo menos uma religião. Alguns usam a palavra mito e mitologia para desacreditar as histórias de uma ou mais religiões.

O termo é freqüentemente associado às descrições de religiões fundadas por sociedade antigas como mitologia romana, mitologia grega, mitologia egípcia e mitologia nórdica, que foram quase extintas. No entanto, é importante ter em mente que enquanto alguns vêem os panteões nórdicos e célticos como meras fábulas outros os têm como religião (ver Neopaganismo).

Pessoas de muitas religiões tomam como ofensa a caracterização de sua como um conjunto de mitos, pois isso é afirmar que a religião em si é uma mentira. Mesmo assim, muitas pessoas concordam que cada religião tem um grupo de mitos os quais desenvolveram-se somados às escrituras.

Os irmãos Graco

Tal como o seu irmão Tibério, Caio pertenceu aos Populares e seguiu uma agenda política revolucionária que lhe trouxe conflitos com a facção conservadora do senado romano, os Optimates.

Caio nasceu em 154 a.C., filho de Tibério Semprónio Graco, um político influente que morreu nesse mesmo ano, e de Cornélia Africana. Embora não fossem patrícios, os Gracos eram uma das famílias mais importantes da aristocracia romana. Através da mãe que o criou sozinha, Caio era neto de Cipião Africano, o herói da segunda guerra púnica, e pela irmã, Semprónia, era cunhado de Cipião Emiliano, que se destacou na última guerra com Cartago. A carreira militar de Caio Graco começou em Numância, como tribuno militar ao serviço do seu cunhado.

Enquanto adolescente e jovem adulto, Caio assistiu à convulsão política causada pelas tentativas de reforma do seu irmão mais velho. Com a morte violenta de Tibério em 132 a.C., em confrontos com os opositores políticos, Caio herdou o património dos Gracchii e a chefia da família. Como se veria nos anos seguintes, seria também o herdeiro das ideias políticas do irmão.

Em 126 a.C., Caio iniciou a sua carreira política (o cursus honorum) na Sardenha, como questor123 a.C. foi eleito tribuno das plebes, de acordo com a tradição política da sua família. Logo desde o início do seu mandato, Caio mostrou que estava ali para instituir reformas. O seu programa legislativo incluia uma reforma agrária, leis reguladoras do preço dos cereais para evitar especulação, e limitação do número de anos e campanhas que um cidadão devia ao serviço militar. Outras medidas incluiam a criação de um tribunal especial de corrupção, para julgar apropriações indevidas de fundos por membros do senado, e a atribuição da cidadania romana às nações aliadas de Roma. Tudo isto desagradou profundamente a facção conservadora do senado. ao serviço do ex-cônsul Lúcio Aurélio Oreste. Em

No ano seguinte, em 122 a.C., Caio candidatou-se a um segundo mandato como tribuno das plebes e foi eleito com o apoio total das classes baixas de Roma. O procedimento não era ilegal, mas era pouco habitual na carreira política de um Gracchii aristocrata. Caio continuou com as suas reformas, enfrentando uma oposição crescente do senado romano. Em 121 a.C. Caio tentou uma terceira reeleição, ao lado do seu colega Marco Fúlvio Flaco, mas desta vez perderam provavelmente devido a irregularidades no processo de eleição. Sem um cargo político de onde pudesse impôr as suas ideias, Caio Graco não pôde fazer nada para impedir os novos cônsules (Quinto Fábio Máximo e Lúcio Opímio) de anular todas as suas iniciativas legislativas dos últimos dois anos. Numa tentativa desesperada, Caio Graco e Fúlvio Flaco recorreram à violência. O senado respondeu violentamente, declarando-os aos dois e aos seus apoiantes inimigos da República. Fulvius Flaccus foi assassinado, mas Caio Graco conseguiu escapar. Perseguido pelos homens dos Optimates acabou por cometer suicídio. Outra tese aponta que Caio Graco refugiou-se em um morro de Roma, local esse tradicionalmente identificado com os populares e depois de sangrentos combates foi morto tendo sua cabeça cortada e lançado ouro escaldante em seu crânio.

Caio Graco teve apenas uma filha do seu casamento com uma Licinia Crassa. Sempronia, herdeira do património dos Gracos, casou com um dos filhos de Fúlvio Flaco. Esta união resultou igualmente numa única filha, Fúlvia, que foi mulher de Públio Clódio Púlquer e de Marco António.

Período da República

A tirania dos últimos anos da realeza e os ataques frequentes realizados contra os patrícios originaram a queda da monarquia. A República surge, então, por iniciativa patrícia, tomando por isso a feição aristocrática. Esta classe privilegiada, senhora do seu poder, recolhe para si todos os triunfos e regalias, esquecendo facilmente os plebeus que se vão unindo num movimento de ódio e ânsias de regalias. Dois patrícios recebem a honra do poder executivo com o nome de pretores, mais tarde chamados cônsules. Possuíam durante um ano todos os poderes reais, embora não pudessem usar o ceptro, a coroa e o manto de púrpura. Em qualquer emergência grave em que perigasse a vida da nação, podiam eleger um ditador com poder absoluto durante seis meses, tendo como lugar-tenente «o mestre de cavalaria», que lhe podia limitar os rigores do seu governo. Procurou a República conquistar a simpatia do exército, criando a nova assembleia –comícios por centúrias – que decidia da paz ou da guerra e julgava em última instância os condenados à morte.

A diferença entre império e imperialismo

Este pequeno texto procura informar sobre o atual estágio da pesquisa sobre a concepção
de política na obra de Antonio Negri, filósofo e cientista político italiano, um dos
grandes nomes do pensamento socialista atual. Tendo como eixo central a concepção de
política, encontrada em seu mais famoso livro, Império, escrito junto com Michael Hardt,
estudioso da obra de Deleuze, a pesquisa busca desdobrar o conceito fazendo-o incidir
sobre outros, elaborados por Negri, como, por exemplo, os de Multidão e Império, para
melhor compreender as idéias desse pensador, que se propôs a analisar as mudanças,
limites e possibilidades da política no mundo contemporâneo.
Muitos pensadores1 atestam que, com o advento da globalização, a soberania nacional
se encontra enfraquecida. De acordo com François Châtelet,2 a idéia de um Estadonação
soberano é o que caracteriza toda a política moderna e contemporânea, a ponto de
constituir-se como quadro obrigatório da existência social, realidade política por excelência.
Uma vez que a globalização neoliberal marca o enfraquecimento da soberania nacional,
é correto dizer que a soberania enquanto tal se encontra igualmente enfraquecida? Ousemos
fazer uma pergunta ainda mais profunda: se o Estado-nação soberano é a realidade
política, o que acontece com a política nesse contexto? É como uma resposta a essas
perguntas que o arsenal conceitual desenvolvido por Antonio Negri e Michael Hardt deve
ser compreendido, ou seja, analisar as mudanças políticas do mundo contemporâneo. Mas
a palavra política é uma palavra marcada por guerras longas demais e tradições interpretativas
diferentes demais, portanto, antes de mais nada, deve-se tentar compreender o que
Negri e Hardt entendem por política.
O percurso que se desenvolveu durante a pesquisa, e que pretende ser exposto ao
longo deste pequeno texto, pode ser resumido nos seguintes pontos:
1. A política para Negri é resultado de um embate de forças.